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sexta-feira, 22 de julho de 2011

O computador nosso de cada dia

No Brasil e no mundo, ao longo de quase três décadas, o computador pessoal tem tido um papel revolucionário na descentralização da informação nas empresas, no governo, na sociedade em geral. Sob muitos aspectos, isso significa descentralização do poder.
Como ferramenta básica utilizada em todos os setores, o computador continuará, provavelmente, a disseminar-se de forma ainda mais acelerada do que até aqui. Em número crescente, ele já está presente em todos os lugares: nas fábricas, no escritório, na residência, na escola, no bolso ou na palma da mão das pessoas.
Alguns cientistas prevêem que, num horizonte de dez a 15 anos, os computadores tendem a tornar-se invisíveis ou quase imperceptíveis, embora onipresentes e espalhados aos milhões ao nosso redor. Sob a forma de microprocessadores cada vez menores, eles estarão presentes na roupa de adultos e crianças, na coleira dos cães de estimação, nos semáfaros, nas paredes, nas portas e janela, nos armários da cozinha, nos portes, no acostamento das estradas.
Com o desenvolvimento de processos de comunicação máquina-máquina, estará nascendo, então, a chamada computação sem limites e sem costura, apesar que alguns destes exemplos citados á cima são possíveis de serem utilizados já. Aliás, essa comunicação máquina-máquina deverá superar largamente a comunicação homem-máquina. Uma de suas características será a disseminação crescente de sensores ou etiquetas eletrônicas (electronic tags) - em especial os dispositivos de identificação por rádiofrequência ( ou RFIDS - Radio Frequency Identificancion Devices). Uma pequena amostra dessa tendência é diálogo entre automóveis e pedágios eletrônicos. Ou, no Japão, a identificação de estudantes por meio de etiquetas eletrônicas no momento em que eles cruzam o portão de entrada de sua escola.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MONITOR

Montando um PC com o melhor custo-beneficio

Os monitores de 17" com aspecto 4:3 são ainda a melhor opção para quem quer usar dois monitores para tarefas de produtividade. Colocando dois monitores de 1280x1024 lado a lado, você obtém uma área de trabalho de 2560x1024, o que é realmente bastante espaço. A principal vantagem, entretanto, é que com dois monitores você tem realmente dois ambientes semi-independentes, o que permite que você mantenha duas janelas maximizadas simultaneamente (um navegador e um aplicativo qualquer de produtividade, por exemplo), o que é realmente muito útil quando se está trabalhando.

A maioria das placas offboard atuais oferecem suporte nativo a dois monitores, o que dispensa o uso de uma segunda placa de vídeo, como era necessário antigamente. No caso das placas da nVidia, temos o TwinView, que possui um excelente suporte também no Linux.

Os monitores wide de 15" ou 17" são bons para filmes e jogos, mas a redução na resolução vertical acaba fazendo uma grande diferença quando se está trabalhando (basta ter em mente que muitos monitores possuem apenas 800 pixels verticais, assim como os LCDs de notebook). Outro problema é que ao usar dois monitores wide lado a lado, o desktop acaba ficando "esticado" demais, desconfortável de usar.

Para o PC da análise, optei por dois monitores LG Flatron L1755 LCD TFT 17" (1280×1024, 5 ms). Não existe nada de muito especial com este modelo, ele é apenas mais um monitor TN mediano, assim como quase todos os modelos value da safra atual. Ele foi escolhido mais pelo design e pela disponibilidade. Ele custa em média R$ 420, um pouco mais barato que o Flatron W1752T 17" Wide (1440 x 900), que na verdade oferece uma área útil menor.

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Se, por outro lado, você pretende usar o PC predominantemente para jogar ou assistir filmes, então usar dois monitores não faz tanto sentido. A melhor escolha nesse caso seria um monitor wide de 22" e resolução de 1680x1050. Com as recentes quedas nos preços, já existem opções na faixa dos 600 reais, um pouco mais caro que os monitores de 15" e 17" dos PCs de supermercado, mas ainda assim acessíveis. O preço varia bastante, por isso não deixe de fazer as tradicionais buscas nos sites de comparação de preço para encontrar as promoções.

Algumas sugestões na faixa dos 600 reais (todos com resolução de 1680x1050) seriam:


BenQ G2200WA 22" Wide
LG W2284F 22" Wide
LG W2252 LCD TFT 22" Wide
Samsung 2232BW 22" Wide
Samsung T220 22" Wide

Estes são todos modelos value, que são atrativos pelo preço, mas ainda utilizam o conector analógico.

Se você puder gastar 200 reais a mais, uma boa opção seria o Samsung 2263UW, que possui entradas DVI e HDMI, além de uma webcam e speakers integrados. A entrada DVI é recomendável, não apenas por que dispensa o uso do adaptador em placas que oferecem apenas o conector DVI, mas também por que a qualidade da imagem é ligeiramente menor, sem a perda da conversão digital>analógico>digital que ocorre ao usar o conector RGB.
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PLACA 3D

Montando um PC com o melhor custo-beneficio

Com poucas exceções, todas as placas de vídeo baseadas no mesmo chipset e com o mesmo tipo de memória apresentam um desempenho muito similar, independente do fabricante. Isso acontece por que quase todos baseiam as placas nos projetos de referência disponibilizados pela nVidia e ATI, variando apenas o tipo de memória e a frequência.

Dentro dos preços atuais (no Brasil), as duas melhores opções para quem quer um bom desempenho sem gastar muito seriam as GeForce 9600 GT e as Radeon 4650.

Uma boa opção de GeForce 9600 GT é a ECS N9600GT-512MX (512MB GDDR3 256-bit), que é um dos modelos mais baratos, custando a partir de R$ 350. Existem também variações com 1 GB de RAM, mas elas não são boas escolhas, pois são mais caras e praticamente não existe ganho de desempenho, salvo alguns poucos casos específicos.

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Uma observação é que essa placa possui dois conectores DVI e não acompanha o adaptador, por isso se você pretender usar um monitor com o conector VGA analógico, vai precisar comprar o adaptador separadamente.

De volta à questão da memória, se você estiver usando um sistema de 32 bits, o 1 GB de memória acaba sendo uma desvantagem, pois ocupa endereços adicionais no Virtual Address Space, reduzindo a quantidade de memória RAM vista pelo sistema. Basicamente, 512 MB a mais de memória na placa de vídeo significam 512 MB a menos de RAM disponível para o sistema.

As Radeon 4650 perdem em um confronto direto com as 9600 GT (elas são concorrentes diretas das 9500 GT, um degrau abaixo na escala de desempenho), mas são em compensação bem mais baratas, custando a partir de R$ 200. Uma boa opção é a Sapphire 100253 HDMI (DDR2, 512 MB, 128 bits) que custa na faixa dos 220 a 240 reais.

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Assim como no caso das 9600, você encontrará variações com 1 GB de RAM, que simplesmente não oferecem nenhuma vantagem tangível, já que a 4650 tem menos poder de processamento e um barramento mais estreito com a memória.

Recentemente, as Radeon 4850 receberam um corte de preço (no final de Junho, já é possível comprar uma SAPPHIRE 100245L 512MB por US$ 99 na Newegg) que em breve deve refletir nos preços aqui do Brasil, colocando-as na faixa dos 400 reais, o que as tornará uma opção muito boa em termos de custo-benefício, já que são consideravelmente mais rápidas que as 9600 GT.

O grande problema com as placas da ATI de uma forma geral é a baixa qualidade dos drivers para Linux (o suporte é especialmente ruim no caso das placas mais recentes, que em muitas distribuições só funcionam em conjunto com o driver VESA), o que praticamente as desqualifica como opções caso você pretenda usar o sistema. A ATI nunca teve um grande respeito pelos usuários Linux e a situação não mudou com a compra pela AMD. Isso me leva a preferir a 9600 GT, apesar de a nVidia vir claramente perdendo a briga em termos de desempenho nas categorias intermediárias.

Se você é um jogador mais inveterado, pode obter um desempenho bem superior usando uma Radeon 4870 ou uma GeForce GTX 260, mas elas já estão em uma outra categoria de preço e já não oferecem uma relação custo-benefício muito boa.

Se, por outro lado, você quer apenas uma placa de vídeo que ofereça um bom desempenho 2D e um bom suporte a dois monitores, então qualquer placa da nVidia com suporte ao TwinView atende bem. Mesmo uma 6200 TC vinda do micro antigo (ou de segunda mão) vai dar conta do trabalho.

O desempenho em 3D da 6200 não é muito diferente da oferecida por uma Intel GMA3100 (o chipset de vídeo integrado ao chipset G31), mas pelo menos ela ela oferece suporte nativo a dois monitores e um desempenho suficiente para uso geral, mostrando que se você não joga, não existe muita necessidade de investir em uma placa mais cara.

GABINETE

Montando um PC com o melhor custo-beneficio

Apesar de não interferir no desempenho nem reduzir o consumo elétrico do PC, o gabinete é outro item importante. Mantendo a idéia do custo benefício, o escolhido foi o Cooler Master Elite RC-330, que é um modelo value dentro da linha da Cooler Master.

Se você está acostumado com as farpas e rebarbas dos gabinetes genéricos, o acabamento desse gabinete será uma agradável surpresa. Outro diferencial é que ele já vem com um fan de 120 mm instalado na abertura traseira e com o túnel de vento para o processador, o que oferece uma ventilação suficiente, sem precisar comprar exaustores adicionais:




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Quase toda a parte frontal do gabinete é coberto por uma grade metálica com uma camada fina de espuma por trás, o que permite que o ar circule sem dificuldade. Nessa configuração, o ar entre pela frente e pelo túnel de vento e é eliminado pelo exaustor traseiro e pela fonte, oferecendo uma boa circulação. Como de praxe, você pode também adicionar um exaustor frontal para aumentar a circulação, o que é útil caso opte por um overclock mais extremo, ou caso futuramente faça o upgrade para um Core 2 Quad.

Ele inclui brackets removíveis para a fixação dos drives, o que facilita bastante as coisas se você costuma fazer upgrades com frequência. Entretanto, eles não oferecem uma fixação tão boa quanto ao usar parafusos:

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O kit que acompanha o gabinete vem com vários parafusos extras. É interessante usá-los no lugar dos brackets no HD primário, para evitar qualquer possibilidade de vibração excessiva do drive.

FONTE

Montando um PC com o melhor custo-beneficio

Se você tem 300 reais para gastar, pode fazer uma compra segura, levando para casa uma Zalman 460W ZM460B-APS (R$ 350) ou uma Corsair 450W CMPSU-450VX (R$ 300), ambas fontes silenciosas, que trabalham com um bom nível de eficiência e possuem uma qualidade de construção muito boa, que podem lhe acompanhar por vários upgrades.

O grande problema é que caímos sempre na questão do preço. Ao verem que fontes boas custam tão caro, a resposta da maioria é simplesmente voltar para as fontes de "550 watts" de 50 reais da Wisecase (ou similares) que, bem, não são exatamente uma opção segura.

Duas fontes "meio-termo" seriam SevenTeam 450W ST-450P-CG (R$ 200) e a Huntkey 350W Green Star - LW-6350HG (R$ 100) ambas possuem seus problemas, mas são bem melhores que as genéricas.

A ST-450P-CG tem como contra-indicação a baixa eficiência (na faixa dos 68%), o que representa um pequeno adicional mensal na conta de luz ao longo da via útil do PC. Ela também não é muito silenciosa, mas a qualidade da construção é ainda boa.

A LW-6350HG é a fonte mais barata dentro da linha da Hunkey, que serva como uma opção às fontes genéricas para quem não pode gastar mais de 100 reais na fonte. Ela trabalha com uma taxa de eficiência na faixa dos 80% trabalhando com 50% da capacidade (os 85% das especificações são uma estatística um pouco otimista) e tem uma qualidade de construção aceitável, considerando o preço.

A grande observação é que assim como outros modelos da linha Green Star da Hunkey, a fonte realmente explode quando a capacidade de fornecimento é ultrapassada, por isso não é prudente utilizá-la em configurações que consomem mais de 250 watts, mantendo uma boa margem de segurança.

Ela é suficiente para sustentar o E5200 com o overclock de 33%, com um ou dois HDs, 4 GB de RAM e uma GeForce 9600 GT ou outra placa 3D mediana. Entretanto, se você pretende fazer um overclock maior, usar um processador quad-core ou espetar uma placa 3D mais parruda, seria aconselhável ir para um modelo que ofereça 450 watts reais, para que a fonte continue trabalhando dentro de um nível confortável de utilização.

Fontes de maior capacidade são necessárias em casos mais extremos, como ao usar duas (ou três :) GeForce GTS 250 em SLI, ou ao tentar usar um Core 2 Quad em overclock para 4.0 GHz, mas em situações normais, uma fonte de 1000 watts acaba sendo apenas um desperdício de dinheiro. Elas são apenas mais um modismo para atender os fetiches de alguns.

Uma opção mais recente, que é ainda um pouco difícil de achar mas oferece uma relação custo-benefício difícil de superar é a Corsair 400W CX CMPSU-400CX, ela é um modelo de baixo custo dentro da linha da Corsair, que custa US$ 60 no exterior e pouco mais de 220 reais no Brasil.

Ela se parece bastante com a Corsair 450W CMPSU-450VX, mas oferece uma capacidade um pouco menor e um nível de eficiência ligeiramente mais baixo, mas ainda acima dos 80% (ela é uma fonte certificada dentro do programa 80 Plus), mas estes são fatores mais do que compensados pela redução no preço.

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Além do bom conjunto de conectores (6 SATA, 6 Molex, 1 PCIe de 6 pinos, 2 EPS de 4 pinos e 1 floppy) ela é uma fonte single-rail, o que indica um uso de um único circuito para todas as saídas de 12 volts, em vez de dois ou mais circuitos de capacidade menor como em fontes mais baratas. Ela é capaz de fornecer até 30 amperes (360 watts) na saída de 12 volts (que é a utilizada por quase todos os componentes em um PC atual) e mais 20 amperes nas saídas de 3.3 e 5V (desde que o consumo total não exceda os 400 watts).

Este gráfico emprestado do bit-tech (http://www.bit-tech.net/hardware/psus/2009/04/27/corsair-cx-400w-psu-review/7) mostra uma eficiência de 84.5% com 50% de carregamento e 84% com 75%, o que é uma excelente marca para uma fonte nessa faixa de preço:

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Em um confronto direto com a SevenTeam ST-450P-CG, ela leva uma pequena desvantagem na capacidade, mas ganha por uma grande margem com relação à eficiência, o que faz com que ela seja a melhor escolha do ponto de vista do custo-benefício. A diferença de eficiência cobre com folga a diferença no preço, de forma que a longo prazo a 400-CX acabe saindo mais barato.